Plantão
Geral

Segurança na Orla do Guaíba deve ser ampliada com mais 26 câmeras de monitoramento

Publicado dia 23/07/2018 às 19h57min
Orla do Guaíba tem sido a principal atração dos finais de semana de Porto Alegre

Um dos espaços privilegiados de contemplação do famoso pôr-do-sol no Guaíba chegou a ficar mais de dois anos escondido. A Orla ficou cercada com tapumes desde 2015 e, no final de junho deste ano, foi finalmente entregue aos porto-alegrenses. A vontade de marcar presença e admirar o resultado do longo processo de revitalização fez com que todos os finais de semana, desde a inauguração, registrassem intenso movimento no trecho modernizado, que inicia na Usina do Gasômetro e se estende até as proximidades da Rótula das Cuias. Mesmo que Porto Alegre tenha uma certa variedade de parques e praças, como a Redenção, o Parcão, o Germânia e o Parque Marinha do Brasil, moradores e visitantes da cidade queriam mais: todos aguardavam ansiosos por esse reencontro com o Guaíba. A novidade parece chamar atenção dos que passam pela Capital, a Orla que antes era comum, se tornou um espaço diferenciado, atraindo pessoas da Região Metropolitana e também de cidades do interior. A atração tem movimentado, em média, 50 mil pessoas entre sábados e domingos, conforme a Prefeitura, apesar do número ser contestado, principalmente por causa da grande circulação nos diferentes turnos. Por conta disso, algumas medidas têm sido adotadas. Além do esquema especial de trânsito, organizado pela EPTC, outros órgãos também estão envolvidos na preservação do espaço e na prevenção de acidentes. Também está em transformação a realidade de estabelecimentos comerciais, que passaram a funcionar fora do horário usual para tentar dar conta da demanda. Inclusive estacionamentos e bares que não registravam intenso movimento por conta do certo abandono da região e também não funcionavam aos domingos, mudaram suas rotinas. E como está a Segurança por lá? O chefe operacional de equipe da Guarda Municipal, Marcelo do Nascimento, informou que há um efetivo fixo no entorno da Orla. Além disso, a Guarda conta com um projeto de um posto, onde deverá ficar a central de videomonitoramento. “Temos 16 guardas fixos no local, divididos em escala de serviço e mais o reforço das patrulhas das áreas, que realizam ronda no perímetro”, explicou. A GM ainda conta com o apoio da Brigada Militar, principalmente aos finais de semana. Segundo ele, aos finais de semana o efetivo chega a duplicar, contando com mais de 30 guardas municipais na área. “Estamos trabalhando com conjunto com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico na prevenção do comércio ambulante e também com a EPTC, na prevenção de flanelinhas que atuam irregularmente na região”, ressaltou. O comércio irregular e a abordagem de “flanelinhas” foram as maiores reclamações que chegaram à Guarda Municipal até o momento. “Não tivemos conhecimento de ocorrências graves”, destacou. O secretário municipal de Segurança, Kleber Senisse, explicou que o processo de videomonitoramento está em processo de execução, sob responsabilidade da Procempa. No momento os órgãos de Segurança contam com as imagens de três câmeras que já estavam instaladas na região antes da revitalização. Os novos equipamentos, conforme Senisse, que somam 26 câmeras específicas para a Orla, devem estar operando dentro de 45 dias. O valor total do projeto de videomonitoramento para o trecho 1 é de R$ 643.648,22, com recursos da Corporação Andina de Fomento (CAF). Quanto aos próximos trechos? A revitalização da Orla do Guaíba é dividida em pelo menos três etapas, que incluem os denominados ‘trechos’. Apenas o primeiro foi entregue, até o momento. Ainda falta o ‘trecho 2’ e o ‘trecho 3’. Segundo o secretário municipal de Parcerias Estratégicas, Bruno Vanuzzi, a expectativa é de que as obras do trecho 3, que começa na ponta do Arroio Dilúvio e vai até o Parque Gigante, iniciem no final de 2019. “Para essa etapa já temos projeto executivo, está tudo pronto para licitar, só falta o mais importante: o recurso”, disse. O trecho 2, que engloba a região da Rótula das Cuias até o Arroio Dilúvio, já tem conceitos formulados, mas não há nenhum projeto pronto até o momento. Conforme Vanuzzi, a Prefeitura já conta com um financiamento da CAF, que corresponde a cerca de 50% do recurso necessário para as obras do trecho 3, que deve chegar a R$ 80 milhões.”Estamos trabalhando com o Escritório de Projetos das Nações Unidas na tentativa de viabilizar a complementação desses recursos”, afirmou. Segundo ele, o objetivo é estruturar “a melhor forma para preencher o que falta”. Os estudos que estão sendo realizados no contrato com as Nações Unidas devem ser finalizados até o final do ano. “Estamos na fase de diagnóstico, em cerca de seis meses já teremos um desenho da melhor forma de contratação e já poderemos encaminhar para abertura de licitação para construção”, destacou. A intenção, de acordo com Vanuzzi, é construir o trecho 3 “o quanto antes”, enquanto o trecho 2 segue sendo estudado. Como o Anfiteatro Pôr-do-Sol está no perímetro do trecho 2, algumas alternativas como a possibilidade de uma concessão já estão sendo estudadas. “Pode ser que haja uma rentabilidade boa, que motive alguém a realizar a obra do trecho 3 com recursos próprios”, disse. Vanuzzi se refere à concessão do Araújo Vianna como um exemplo “que deu certo”. “Se mostrou uma solução muito inteligente, talvez algo possa acontecer em relação ao Anfiteatro”, ressaltou. Sobre o trecho que aparenta estar abandonado, onde ainda está instalado o canteiro de obras dos trabalhos realizados no trecho 1, Vanuzzi explicou que aquela área já faz parte do trecho 2 da revitalização. “Aquele trecho é um dos mais nobres da orla por conta da dimensão, é largo, dá para fazer muita coisa”, disse. Havia uma preocupação e uma certa insistência para que a região fosse adotada junto ao trecho 1, mas isso não ocorreu. E o mirante improvisado? A obra de arte Olhos Atentos, que faz parte da paisagem da Orla do Guaíba desde a 5ª Bienal do Mercosul, em 2005, se tornou um "mirante improvisado" e tem gerado alguns contratempos por conta do fluxo intenso de pessoas. A estrutura, criada pelo artista José Resende, é composta por duas vigas de aço, que se estendem acima do Guaíba, formando uma passarela, chegou a ser interditada em 2009, antes mesmo de as obras de revitalização iniciarem. No final de semana dos dias 14 e 15 de julho a Smams chegou a suspender a movimentação no espaço. "Nunca interditamos por completo, não é um desejo nosso, fizemos uma suspensão temporária para garantir a integridade da obra de arte e principalmente a segurança da população", ressaltou Fernandes. Segundo ele, a exemplo do que ocorreu no último final de semana, dos dias 21 e 22, o controle de fluxo tem sido realizado por um servidor da pasta, "no sentido de orientar e delimitar a presença de 20 pessoas, que é o limite". A intenção, conforme Fernandes, é realizar uma intervenção na obra de arte "para que o limite seja atendido". "Temos várias alternativas e todas elas, inevitavelmente, vão alterar a obra. É uma questão complexa, porque não se trata de um mirante, é uma obra de arte que serve como um mirante e, como tem essa funcionalidade, as pessoas querem utilizar e nosso objetivo é primar pela segurança dos frequentadores", enfatizou. Smams divulgou regras para o bom uso da Orla Moacyr Scliar Conforme o secretário municipal do Meio Ambiente e da Sustentabilidade, Maurício Fernandes, o breve manual de "boas práticas" foi extraído de um decreto antigo, que trata do regulamento dos parques. "Tentamos extrair de maneira objetiva as regras de boa conduta, porque o parque é a pauta e, até o momento, a população está se ocupando do espaço de uma maneira correta", disse. A divulgação das "regras" foi definida por Fernandes como uma atuação preventiva. "Queremos que a harmonia no espaço continue, até o momento não tivemos nenhum problema, nenhum fato que nos cause muita preocupação, estamos agindo de maneira organizada dentro da Prefeitura para apresentar soluções e indicativos preventivos para justamente evitar alguma situação indesejada", explicou. No final de semana dos dias 14 e 15 de julho, foi registrado um caso que incomodou os frequentadores. De acordo com Fernandes, uma pessoa entrou no espaço da Orla com um veículo particular, o que gerou algumas reclamações. "Ainda são questões muito isoladas, nem sei por onde o motorista manobrou para entrar", assinalou. Outro ponto que tem acumulado uma série de reclamações é a convivência entre skatistas, ciclistas e pedestres. "A ciclovia é para as bicicletas e o skate deve ser usado no asfalto, na Edvaldo Pereira Paiva. A parte do nível da água, principalmente, é de contemplação, para crianças, famílias, incompatível com a prática de esportes", definiu.

Fonte: Correio

Mais Populares

Fale Conosco

Rua Bom Pastor, 240 - Itapuã Viamão / RS
(51) 3494-1208 | (51) 9997-10914 | (51) 9856-46362
contato@radiowebportal.com.br